RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade ANDRADE, C. D. Receita de Ano Novo. Editora Record. 2008.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
domingo, 22 de setembro de 2013
Mas ainda precisa melhorar.
Gasto por aluno do ensino básico cresce acima de 100% em apenas seis anos, graças a mais gastos e menos alunos
22/09/13 - 10:48
POR DINHEIRO PÚBLICO & CIA
POR DINHEIRO PÚBLICO & CIA
Uma das deficiências mais notórias do ensino público brasileiro foi drasticamente atenuada da década passada para cá, como mostram dados ainda pouco divulgados e analisados.
De acordo com números apurados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, ligado ao MEC), o gasto dos governos por aluno da educação básica mais que dobrou em apenas seis anos.
Em média, cada aluno da educação básica mereceu dos cofres federais, estaduais e municipais, em 2011, R$ 4.267. O valor não passava de R$ 1.933 em 2005, em valores corrigidos pela inflação.
A expansão das despesas foi impulsionada pelo Fundeb (Fundo da Educação Básica), uma das principais inovações da administração petista. Além dos repasses obrigatórios ao fundo, o governo Dilma também elevou as verbas para convênios com Estados e prefeituras.
Já a queda do número de alunos resulta das transformações demográficas do país: as famílias, incluindo as mais pobres, têm cada vez menos filhos.
A educação é a principal despesa dos governos estaduais e municipais, e uma das que mais crescem na União. Nos Estados e nas prefeituras, a saúde é possivelmente a despesa que mais cresce.
Com tais progressos, caiu a disparidade entre o gasto público no ensino básico _infantil, fundamental e médio_ e no ensino superior, uma das distorções do modelo brasileiro.
Cada aluno das universidades públicas custou, em média, R$ 20.690 em 2011, quase cinco vezes a despesa nas escolas da educação básica. Em 2001, eram mais de dez vezes.
Apesar de obviamente positivos, os números são tratados com discrição no setor; possivelmente, porque enfraquecem a bandeira dos militantes que defendem a elevação do gasto público em educação dos atuais 5% para 10% do Produto Interno Bruto.
A elevação da despesa por aluno não produziu, ao menos até agora, um ganho da mesma proporção do desempenho dos estudantes _o que pode ser interpretado tanto como um sinal de necessidade de mais dinheiro quanto como uma evidência de gestão insuficiente. Ou, simplesmente, de que é preciso mais tempo.
Folha de São Paulo: http://dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2013/09/22/gasto-por-aluno-do-ensino-basico-cresce-acima-de-100-em-apenas-seis-anos-gracas-a-mais-gastos-e-menos-alunos/
De acordo com números apurados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, ligado ao MEC), o gasto dos governos por aluno da educação básica mais que dobrou em apenas seis anos.
Em média, cada aluno da educação básica mereceu dos cofres federais, estaduais e municipais, em 2011, R$ 4.267. O valor não passava de R$ 1.933 em 2005, em valores corrigidos pela inflação.
A expansão das despesas foi impulsionada pelo Fundeb (Fundo da Educação Básica), uma das principais inovações da administração petista. Além dos repasses obrigatórios ao fundo, o governo Dilma também elevou as verbas para convênios com Estados e prefeituras.
Já a queda do número de alunos resulta das transformações demográficas do país: as famílias, incluindo as mais pobres, têm cada vez menos filhos.
A educação é a principal despesa dos governos estaduais e municipais, e uma das que mais crescem na União. Nos Estados e nas prefeituras, a saúde é possivelmente a despesa que mais cresce.
Com tais progressos, caiu a disparidade entre o gasto público no ensino básico _infantil, fundamental e médio_ e no ensino superior, uma das distorções do modelo brasileiro.
Cada aluno das universidades públicas custou, em média, R$ 20.690 em 2011, quase cinco vezes a despesa nas escolas da educação básica. Em 2001, eram mais de dez vezes.
Apesar de obviamente positivos, os números são tratados com discrição no setor; possivelmente, porque enfraquecem a bandeira dos militantes que defendem a elevação do gasto público em educação dos atuais 5% para 10% do Produto Interno Bruto.
A elevação da despesa por aluno não produziu, ao menos até agora, um ganho da mesma proporção do desempenho dos estudantes _o que pode ser interpretado tanto como um sinal de necessidade de mais dinheiro quanto como uma evidência de gestão insuficiente. Ou, simplesmente, de que é preciso mais tempo.
Folha de São Paulo: http://dinheiropublico.blogfolha.uol.com.br/2013/09/22/gasto-por-aluno-do-ensino-basico-cresce-acima-de-100-em-apenas-seis-anos-gracas-a-mais-gastos-e-menos-alunos/
domingo, 23 de junho de 2013
O Gigante acordou?

Por André Nunes
E agora José?
A passagem do ônibus retrocedeu, a PEC 37 foi ou vai para saco, mas, e agora José?
José para onde se uma grande parte dessa rapaziada sabe muito pouco do que se passa?
Alias, sente os efeitos, mas não sabe os motivos.
É certo que o apelo por menos corrupção é uma pauta necessária, mas, a meu ver, a rapaziada pode resolver isso a partir de uma fiscalização maior dos gastos públicos e, principalmente, votando melhor nas próximas eleições.
Contudo, o Brasil é muito grande e desigual. As pautas são desiguais e o devir pode acabar com a unidade atual desse movimento que estamos vendo nas ruas do Arroio ao Chuí.
A Lei Kandir, você sabe o que é? Como afeta o Pará?
Você sabia que essa lei, entre 1997 e 2010, retirou do Pará a quantia de R$21,5 bilhões (vinte e um bilhões e quinhentos milhões de reais)?
Você sabia que o Formosa, o Líder e o Nazaré pagam mais imposto que a Vale do Rio Doce?
Você sabia que no primeiro trimestre desse ano a Vale lucrou 6 bilhões de Reais e faturou 22 bilhões (http://www.valor.com.br/empresas/3099492/vale-lucra-r-62-bi-no-1)?
E como se não bastasse, essa lei obriga o Governo do Pará a devolver todo o imposto pago pela Vale para outro Estado?
Que, se a Vale comprar um carro em SP para usar aqui e pagar ICMS para aquele Estado, é o Pará que tem que devolver?
Absurdo?
Isso é só o começo.
Nenhum país sério exporta o minério bruto ou semielaborado. É burrice.
O Pará, em 2012, contribuiu com a balança comercial brasileira com 13,4 bilhões positivos enquanto que SP arruinou com um déficit de 18,4 bilhões negativos.
Em outras palavras, SP importou mais que exportou gerando uma necessidade de dólares de 18,4 bi para pagar a conta e o Pará contribuiu com 13,4 bi para pagar essa conta.
Logo a gente, o primo pobre pagando a conta do primo rico?
Ressaltando que é em dólares.
Tá bom? Não? Então tem mais.
Tem também a injustiça do ICMS sobre a energia elétrica.
No Brasil, o ICMS é taxado uma parte na origem e outra parte no destino.
Se você compra uma Televisão na Yamada, saiba que a Yamada já pagou 7% para SP e vai repassar esse valor para o produto, portanto, você paga imposto para SP apesar de poder nunca ter ido lá.
A lógica é: quem é produtor no Brasil se dá bem.
Porém, entretanto, todavia, com a energia elétrica essa lógica não vale.
Com a energia elétrica a tributação se dá exclusivamente no destino.
Então de nada vale ter a 5ª maior hidroelétrica do Mundo, que arruinou a navegabilidade do rio Tocantins, se não podemos cobrar por isso.
E o fato de o royalty do minério ser sobre o lucro líquido enquanto que no petróleo é sobre o faturamento bruto?
Qual a diferença?
Vamos fazer um pequeno cálculo rasteiro: Se a Vale faturou 22 bilhões e lucrou 6, só em um trimestre, significa que em um ano faturará 88 bilhões (22 x 4).
Desses 88 bilhões, segundo o DNPM, 60% correspondem ao minério de ferro, ou seja, 52 bilhões.
Vamos supor, também, que o ferro do Pará corresponda a 60% desse valor.
Isso corresponderia a 31 bilhões de faturamento bruto que o nosso ferro dá para a Vale.
Como o royalty do ferro é de 3%, se fosse pelo bruto dariam 930 milhões de reais, mas como é pelo lucro líquido, seguindo o mesmo raciocínio, seriam 240 milhões.
Isso só com o ferro. Ainda falta o ouro, a bauxita, etc. Sacou?
Em síntese, uma das pautas urgentes para o Brasil, digo, para o Pará é o estabelecimento de um novo pacto federativo.
Sem ele, nada vai mudar ou vai mudar muito pouco para os paraenses, mesmo que o MP possa investigar e mesmo que um partido de monges tibetanos assuma o poder.
Nesse novo pacto, o bolo, que é um só e de um tamanho pré-determinado, vai ter que ser redividido.
É justamente nesse ponto que as passeatas vão se separar.
Quando se dividir esse bolo na base do “de cada qual segundo sua capacidade e para cada qual segundo suas necessidades”, o bicho vai pegar.
O Governador de SP vai dizer pra passeata dele que a passeata do Pará quer tirar dinheiro do povo paulista e o nosso Governador vai dizer que a passeata dos paulistas não quer dar a parte que nos cabe.
Foi assim com o Cabral, Governador do Rio, quando da distribuição do royalty do pré-sal e o carioca embarcou na dele, lembra?
E agora José?
E o povo...
O juiz da Comarca do
município de Soure, Antonio Moitta, atendendo pedido de liminar do Ministério
Público Estadual, afastou por noventa dias o prefeito de Santa Cruz do Arari,
Marcelo Pamplona, responsabilizado pelo morticínio de dezenas de cães que
perambulavam por aquele município e eram acusados concorrer para o aumento de
casos de raiva animal no Marajó.

Até aqui, não há nada
indicando o surgimento de alguma solicitação, pro parte do MP, óbvio, muito
menos um juiz deferindo o afastamento de Simão Lorota, cuja performance cruel
na saúde deixa a do anti-franciscano santa cruzense no chinelo, pois foi responsável
pela morte de 35 bebês em menos de vinte dias, fora aqueles que teriam morrido
torrados, vítimas de um pavoroso incêndio na Santa Casa de Misericórdia,
conforme depoimento do deputado psolista Edmilson Rodrigues ao 'Bacana',
havendo até quem afirme que, caso continue a mortalidade infantil siga nesse
ritmo frenético, antes da inauguração do prédio deixado por Ana Júlia quase
pronto, Simão Lorota inaugurará a ala Herodes. Credo!
Ajuda à Santa Casa
O Ministério da Saúde
criou o programa de fortalecimento das Santas Casas (PROSUS). Com a medida, em
um prazo máximo de 15 anos, os débitos das instituições que aderirem ao
programa serão quitados. Em contrapartida, os hospitais devem ampliar o
atendimento de exames,cirurgias e atendimentos a pacientes do Sistema Único de
Saúde (SUS).
Para isso, o governo federal encaminhou na sexta-feira (21) um projeto de lei em caráter de urgência, que cria o programa.
Para isso, o governo federal encaminhou na sexta-feira (21) um projeto de lei em caráter de urgência, que cria o programa.
Além disso, o valor
repassado pelo Ministério da Saúde de incentivo à contratualização vai dobrar,
com um adicional de R$ 2 bilhões em 2014. (Com informações do Portal
da Saúde)
Em tempo: Tucanos criaram o PROER para salvar bancos. O governo Dilma está criando o PROSUS para salvar Santas Casas. Uma diferença que diz muita coisa
Em tempo: Tucanos criaram o PROER para salvar bancos. O governo Dilma está criando o PROSUS para salvar Santas Casas. Uma diferença que diz muita coisa
domingo, 23 de junho de 2013
Royalties para a educação
Em
pronunciamento na noite dessa sexta feira (21), a presidente Dilma falou sobre
a importância da destinação de 100% dos recursos do petróleo para a educação
"Confio que o Congresso Nacional aprovará o projeto que apresentei para
que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com a
Educação"
Mas,
será que os deputados do PSDB votarão a favor do Brasil?. Se depender de
uma orientação do ex presidente Fernando Henrique Cardoso, não. No ano
passado FHC
declarou ser contra 100% dos royalties para a educação
“Acho
que educação não se resolve só com dinheiro, mas dinheiro é necessário. Não diria
para dar tudo para a educação, mas uma parte importante”, disse ele em 2012
Também
em 2012, O Governo Federal foi derrotado pelo placar de 286 contra 124
votos, na votação do projeto de lei do Senado que definia uma nova fórmula na
partilha dos royaties do petróleo. Pela proposta, toda arrecadação seria
destinada a investimentos em educação. A derrota do governo contou com a ajuda
desses deputados que você pode ver a
lista completa aqui
De
autoria do Executivo, a proposta tramita em regime de urgência constitucional e
está trancando a pauta de votações ordinárias da Câmara. Pelo texto, todos os
recursos dos royalties e da participação especial referentes aos contratos
firmados a partir de 3 de dezembro do ano passado, sob os regimes de concessão
e de partilha de produção de petróleo, destinam-se exclusivamente à educação.
Com
os recursos extras, seria possível aumentar os investimentos públicos em
educação. Atualmente, o Brasil investe 5,3% do PIB na área, considerando os
recursos investidos nas redes e instituições públicas – o chamado investimento
público direto. O projeto de lei que cria o novo Plano Nacional de Educação
(PNE),também em tramitação no Congresso Nacional, inclui uma meta para ampliar
esse percentual de investimento em educação para 10% do PIB no prazo de dez
anos. A meta foi aprovada pela Câmara e agora tramita no Senado.
sábado,
22 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
Plano agrícola
Plano Agrícola 2013/2014 terá R$ 136 bilhões
Recursos disponibilizados na safra serão 18% maiores que os do período anterior
por Luciana Franco
R$ 97,6 bi serão destinados para financiamento de custeio e comercialização da nova safra (Foto: José Medeiros/Ed. Globo)
O Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2013/2014 foi lançado na manhã desta terça-feira (4/6), no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília. A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, anunciaram recursos da ordem de R$ 136 bilhões para o período, sendo R$ 97,6 bilhões para financiamento de custeio e comercialização da nova safra e R$ 38,4 bilhões para investimentos. O aumento é de 18% sobre o volume de recursos ofertado na safra passada.
Dos recursos totais, R$ 115,6 bilhões serão com taxas de juros controladas, sendo que a taxa de juros anual média é de 5,5%. Já a aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem terá taxa de 3,5%, enquanto o financiamento ao médio produtor, de 4,5% e as práticas sustentáveis, de 5%.
O financiamento à agricultura sustentável continua prioritário e os recursos para o Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) serão elevados em 32,3%, para R$ 4,5 bilhões. O médio produtor também teve destaque no PAP 2013/2014. Foram disponibilizados R$ 13,2 bilhões peloPrograma Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) para custeio, financiamento e investimento, sendo que os limites de empréstimo para custeio passaram de R$ 500 mil para R$ 600 mil, e os de investimento subiram de R$ 300 mil para R$ 350 mil. Já os limites de custeio por produtor empresarial foi ampliado de R$ 800 mil para R$ 1 milhão.
Outra novidade do plano é o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural, de R$ 400 milhões para R$ 700 milhões. De acordo com o Ministro da Agricultura, Antonio Andrade, a expectativa é segurar uma área superior a 10 milhões de hectares e beneficiar 96 mil produtores.
Também entre os destaques do novo plano estão R$ 25 bilhões para a construção de novos armazéns. O objetivo é reduzir o déficit de armazenamento de grãos, estimado na safra 2012/2013 em 39 milhões de toneladas. Também serão disponibilizados R$ 500 milhões para modernizar e ampliar a capacidade de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que conta com 96 armazéns.
O financiamento à agricultura sustentável continua prioritário e os recursos para o Programa de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC) serão elevados em 32,3%, para R$ 4,5 bilhões. O médio produtor também teve destaque no PAP 2013/2014. Foram disponibilizados R$ 13,2 bilhões peloPrograma Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) para custeio, financiamento e investimento, sendo que os limites de empréstimo para custeio passaram de R$ 500 mil para R$ 600 mil, e os de investimento subiram de R$ 300 mil para R$ 350 mil. Já os limites de custeio por produtor empresarial foi ampliado de R$ 800 mil para R$ 1 milhão.
Outra novidade do plano é o aumento da subvenção ao prêmio do seguro rural, de R$ 400 milhões para R$ 700 milhões. De acordo com o Ministro da Agricultura, Antonio Andrade, a expectativa é segurar uma área superior a 10 milhões de hectares e beneficiar 96 mil produtores.
Também entre os destaques do novo plano estão R$ 25 bilhões para a construção de novos armazéns. O objetivo é reduzir o déficit de armazenamento de grãos, estimado na safra 2012/2013 em 39 milhões de toneladas. Também serão disponibilizados R$ 500 milhões para modernizar e ampliar a capacidade de armazenagem da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que conta com 96 armazéns.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Como está a Merenda Escolar de Terra Alta?
Municípios podem ficar sem merenda escolar: Gestores que
saíram deveriam prestar conta dos recursos, caso contrário os atuais serão
penalizados. Acorda Terra Alta!
Municípios podem ficar sem merenda escolar: Gestores que
saíram deveriam prestar conta dos recursos, caso contrário os atuais serão
penalizados. Acorda Terra Alta!
Alunos do Pará podem perder merenda escolar
A Secretaria de Educação do Governo do Estado do Pará e 112 prefeituras municipais paraenses têm prazo até a próxima terça, 30 de abril, para prestar contas ao governo federal dos recursos para merenda escolar recebidos ao longo dos anos de 2011 e 2012. De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), esta situação é preocupante. Quem não informar dentro do prazo, pode ter recursos federais da educação bloqueados e os alunos da rede pública estadual e das municipais podem ficar sem merenda.
No entanto, nada pode ser comparado ao problema da merenda escolar. No início de abril o Ministério da Educação notificou o governo do Estado, informando que irregularidades no Conselho de Alimentação Escolar podem impedir o repasse de recursos para a merenda de milhares de estudantes em todo o Pará. Outras 24 prefeituras paraenses também apresentam irregularidades que impedem o envio de recursos para as escolas públicas.
Quase 20 dias depois, a situação ainda não foi regularizada. O principal problema encontrado pelo FNDE é a falta de regularização dos Conselhos de Alimentação Escolar, responsável por fiscalizar se a aplicação dos recursos públicos foi adequada. Os conselhos precisam ser renovados a cada ano, incluindo a posse de novos conselheiros. Sem eles, não é possível aprovar a prestação de contas dos entes federativos.
De acordo com Albaneide, assim que forem regularizados os conselhos, os entes federativos voltam a receber os recursos, embora não haja pagamento de valores retroativos. Segundo o FNDE, 601 conselhos estão com mandatos vencidos, mas muitos ainda têm um prazo para adequação antes de perder os repasses. O número é alto, diz Albaneide. “Este ano coincidiram dois fatores, o fim dos mandatos dos conselhos e a troca de gestão nos municípios.”
De acordo com o FNDE, geralmente não se recupera parcelas perdidas devido a não existência do CAE. A responsabilidade pela renovação dos conselhos é do gestor municipal ou estadual, que deverá solicitar aos segmentos que compõe o CAE as indicações respectivas.
São R$ 3,5 bi para a merenda
Os recursos financeiros para o Plano Nacional de Alimentação Escolar )PNAE) provêm do Tesouro Nacional e estão assegurados no Orçamento da União. O FNDE transfere a verba às entidades executoras (estados, Distrito Federal e municípios) em contas correntes específicas abertas pelo próprio FNDE, sem necessidade de celebração de convênio, ajuste, acordo, contrato ou qualquer outro instrumento.
As entidades executoras (EE) têm autonomia para administrar o dinheiro e compete a elas a complementação financeira para a melhoria do cardápio escolar, conforme estabelece a Constituição Federal.Qualquer pessoa física ou jurídica pode denunciar irregularidades a um desses órgãos.
Os novos prefeitos que ainda não têm senha do SIGPC devem entrar em contato com a Central de Atendimento pelo telefone 0800-616161. Também estão disponíveis no portal eletrônico do FNDE (www.fnde.gov.br) guias de orientações para auxiliar os gestores estaduais e municipais no preenchimento da prestação de contas.
Este ano, o orçamento do programa é de R$ 3,5 bilhões, para beneficiar 44 milhões de alunos da educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos). O dinheiro é transferido em 10 parcelas mensais, para atender 200 dias letivos, e deve ser utilizado na aquisição de gêneros para a alimentação escolar.
(Diário do Pará)
domingo, 28 de abril de 2013
Altamiro Borges: O golpe da informação
Altamiro Borges: O golpe da informação: Por Mauro Santayana, em seu blog : Há 48 anos, quando o Brasil vislumbrava reformas constitucionais necessárias a seu desenvolvimento, o...
Mídia
JULIAN ASSENGE ABRE O JOGO E ENTREGA OS TRAÍDORES DO BRASIL
"SEIS FAMÍLIAS CONTROLAM 70% DA IMPRENSA NO BRASIL"
Fundador do Wikileaks, Julian Assange diz que um dos grandes problemas do Brasil e da América Latina é a concentração da mídia; ele defende o presidente equatoriano Rafael Correa, que lhe deu asilo, aprofunde a disputa com a imprensa local. "Deveria atacar mais", diz ele. "Quando falamos em liberdade de expressão, temos de incluir a liberdade de distribuição, uma das coisas mais importantes que a internet nos deu", afirma
****
Refugiado na embaixada do Equador em Londres, Julian Assange, fundador do Wikileaks, recebeu o jornalista Jamil Chade, correspondente do Estado de S. Paulo, para falar sobre sei livro Cypherpunks, Liberdade e o Futuro da Internet, que está sendo lançado no Brasil pela Boitempo Editorial. Na entrevista, ele disse que um dos principais problemas da América Latina é a concentração da mídia. "No Brasil, seis famílias controlam 70% da informação".
Leia, a seguir, os principais trechos da conversa:
A web como arma
Tecnologia produz poder, a ponto de a história da civilização humana ser a história do desenvolvimento de diferentes armas de diferentes tipos. Por exemplo, quando rifles eram as armas dominantes ou navios de guerra ou bombas atômicas. Desde 1945, a relação entre as superpotências era definida por quem tinha acesso a armas atômicas. Hoje, a internet redefiniu as relações de força antes definidas pelas armas. Todas as sociedades que têm qualquer desenvolvimento tecnológico, que são as sociedades influentes, se fundiram com a internet. Portanto, não há uma separação entre sociedade, indivíduos, Estados e internet. A internet é hoje o alicerce da sociedade e conecta os Estados além das fronteiras. Conhecimento é poder.
Vigilância global
A comunicação entre indivíduos ocorre pela internet. Sistemas de telefone estão na internet, bancos e transações usam a internet. Colocamos nossos pensamentos mais íntimos na internet, detalhes, como diálogos entre marido e mulher e até nossa posição geográfica. Enfim, tudo é exposto na internet. Isso significa que grupos envolvidos na vigilância em massa realizam uma apropriação enorme de conhecimento. Esse é o maior roubo da história.
Google e Facebook
O Google sabe o que você estava pensando. E sabe o que você pensou no passado, porque quando você quer saber algum detalhe, busca no Google. Sites que têm Google Adds, ou seja, todos os sites, registram sua visita. O Google sabe todos os sites que você visitou, tudo o que você buscou. Ele te conhece melhor que você. Você sabe o que você buscou há dois dias? Não. Mas o Google sabe. Alguém pode dizer: o Google só quer vender publicidade. Mas, na realidade, todas as agências de inteligência dos EUA têm acesso ao material do Google. Eles acessaram isso em nosso caso.(…) Países como a Islândia têm uma penetração no Facebook de 88%. Mesmo que você não esteja no Facebook, seu irmão está e está relatando sobre você.
Uso pela CIA
Pessoas querem compartilhar algo com meus amigos e amigos de meus amigos, mas não com meus amigos e com a CIA. As pessoas estão sendo enganadas.
Concentração de mídia
[Rafael Correa, presidente do Equador] deveria atacar mais. A primeira responsabilidade da imprensa é a precisão e a verdade. O grande problema na América Latina é a concentração na mídia. Há seis famílias que controlam 70% da imprensa no Brasil, mas o problema é muito pior em vários países. Na Suécia, 60% da imprensa é controlada por uma editora. Na Austrália, 60% da imprensa escrita é controlada por (Rupert) Murdoch. Portanto, quando falamos em liberdade de expressão, temos de incluir a liberdade de distribuição, uma das coisas mais importantes que a internet nos deu.
Revelações sobre o Brasil
Sim. Publicaremos muito sobre o Brasil neste ano.
Sintonia Fina
- com 247
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
AGRICULTURA FAMILIAR RECEBE RECURSOS DO MDS
MDS repassa R$ 1,8 mi para agricultura familiar em quatro municípios do Pará
10/01/2013 10:55
Ministério firma contratos de transferência de recursos para administrações municipais implantarem unidades de apoio à distribuição de alimentos
Brasília, 10 – Para apoiar os agricultores familiares, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) firmou quatro contratos de repasses para a implantação de Unidades de Apoio à Distribuição de Alimentos da Agricultura Familiar no Pará. As cidades de Abaetetuba, Palestina do Pará, Santarém e São João do Araguaia receberão, no total, R$ 1,8 milhão.
As prefeituras também investem um valor, como contrapartida, na construção do equipamento. O agente operador do contrato é a Caixa Econômica Federal, que repassará os recursos aos municípios, conforme o cumprimento de metas estipuladas no contrato.
Segundo a coordenadora-geral de Sistemas Agroalimentares Locais do MDS, Ísis Ferreira, a ação incentiva todo o sistema que envolve a agricultura familiar, porque articula a produção, abastecimento e o consumo dos alimentos. “As unidades garantem a qualidade dos alimentos e a organização da distribuição. Além disso, contribuem para dinamizar a economia local.” A implantação de unidade de apoio nos municípios, destaca, valoriza o pequeno produtor, gerando renda.
Ísis aponta que a população também é beneficiada. “O alimento que fica na unidade não vai para o supermercado, mas para beneficiários de programas socioassistenciais ou educacionais.” Esses produtos são importantes por serem adequados à cultura e características locais, estando mais frescos e saudáveis na distribuição aos equipamentos públicos.
A ação faz parte de edital lançado pelo MDS em 2012, que selecionou 73 municípios que se localizam em Territórios da Cidadania, público-alvo do Plano Brasil Sem Miséria. No total, serão investidos R$ 32,8 milhões na implantação das unidades. As regiões Norte e Nordeste correspondem a 52% da seleção. Até o momento, 30 municípios já assinaram os contratos. A previsão é que as unidades comecem a funcionar até o final de 2014.
Ascom/MDS
(61) 3433-1021
www.mds.gov.br/saladeimprensa

As prefeituras também investem um valor, como contrapartida, na construção do equipamento. O agente operador do contrato é a Caixa Econômica Federal, que repassará os recursos aos municípios, conforme o cumprimento de metas estipuladas no contrato.
Segundo a coordenadora-geral de Sistemas Agroalimentares Locais do MDS, Ísis Ferreira, a ação incentiva todo o sistema que envolve a agricultura familiar, porque articula a produção, abastecimento e o consumo dos alimentos. “As unidades garantem a qualidade dos alimentos e a organização da distribuição. Além disso, contribuem para dinamizar a economia local.” A implantação de unidade de apoio nos municípios, destaca, valoriza o pequeno produtor, gerando renda.
Ísis aponta que a população também é beneficiada. “O alimento que fica na unidade não vai para o supermercado, mas para beneficiários de programas socioassistenciais ou educacionais.” Esses produtos são importantes por serem adequados à cultura e características locais, estando mais frescos e saudáveis na distribuição aos equipamentos públicos.
A ação faz parte de edital lançado pelo MDS em 2012, que selecionou 73 municípios que se localizam em Territórios da Cidadania, público-alvo do Plano Brasil Sem Miséria. No total, serão investidos R$ 32,8 milhões na implantação das unidades. As regiões Norte e Nordeste correspondem a 52% da seleção. Até o momento, 30 municípios já assinaram os contratos. A previsão é que as unidades comecem a funcionar até o final de 2014.
Ascom/MDS
(61) 3433-1021
www.mds.gov.br/saladeimprensa
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
Um pouco de política
Do Site Carta Maior
Esqueçam o que escrevi 2
FHC agora não fala mais em esquecer o povão. Pelo menos é o que se depreende da leitura de seu artigo "Hora de balanço", publicado neste domingo, em alguns jornais do País. O ex-presidente agora inverteu a posição da classe C na equação tucana. Mas quem de fato anda à cata de uma "identificação social própria" não é a classe média. É o próprio PSDB.
Antonio Lassance
FHC agora não fala mais, textualmente, em esquecer o povão. Pelo menos é o que se depreende da leitura de seu artigo "Hora de balanço" (publicado neste domingo, 4/11, em alguns jornais do País).
O ex-presidente diz:
"O PSDB, como escrevi tantas vezes, deve se dirigir aos mais pobres, mas também às classes médias, tanto às antigas como às camadas que aumentaram a renda, mas ainda não têm identificação social própria".
O "como escrevi tantas vezes" traz imediatamente à memória o artigo "O papel da oposição", publicado em 2011 na revista Interesse Nacional. Lá se expressa um pensamento diametralmente oposto. O recado foi entendido à época como: esqueçam os pobres, pois eles estão irremediável vinculados ao PT. Concentrem-se na classe média, principalmente a classe C, que está crescendo e se tornando majoritária - portanto, tem votos suficientes para ganhar eleições.
De forma bastante categórica, o artigo de 2011 não deixava margem a dúvidas:
"Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os "movimentos sociais" ou o "povão", isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo "aparelhou", cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.
Sendo assim, dirão os céticos, as oposições estão perdidas, pois não atingem a maioria. Só que a realidade não é bem essa. Existe toda uma gama de classes médias, de novas classes possuidoras (empresários de novo tipo e mais jovens), de profissionais das atividades contemporâneas ligadas à ti (tecnologia da informação) e ao entretenimento, aos novos serviços espalhados pelo Brasil afora, às quais se soma o que vem sendo chamado sem muita precisão de "classe c" ou de nova classe média".
[...]
"É a estes que as oposições devem dirigir suas mensagens prioritariamente, sobretudo no período entre as eleições, quando os partidos falam para si mesmo, no Congresso e nos governos".
Impossível ser mais claro: o povão não é prioridade para o PSDB. A prioridade seria supostamente a classe C, ou "nova classe média". Este era o recado.
Como a mudança de discurso vem na esteira de um balanço das eleições municipais de 2012, entende-se que principalmente o revés sofrido em S. Paulo pode ter falado mais alto. FHC talvez seja o primeiro a reconhecer que as derrotas amargadas em 2002, 2006 e 2010 foram mais que eventos episódicos. Pode ser que os tucanos, "quae sera tamem", tenham começado a compreender que as perdas eleitorais sucessivas foram fruto não só da estratégia bem sucedida do PT quanto da orientação programática equivocada que o PSDB e seus aliados abraçaram no longo prazo. Equívocos que se reverberaram pelo Estado de S. Paulo e fragilizaram suas perspectivas de formar uma coalizão nacional mais competitiva nas próximas eleições presidenciais.
O ex-presidente agora inverteu a posição da classe C na equação tucana. Na frase exposta, esta classe deixou de figurar como "prioritária" para virar um "mas também". Mesmo assim, o balanço de FHC termina com um ato falho. Revela-se uma visão estratosférica e estereotipada da dita classe C. A frase sobre as "camadas que aumentaram a renda, mas ainda não têm identificação social própria" sugere que os emergentes são "ainda" pobres de espírito e andam órfãos em busca de quem lhes dê uma razão de ser. De novo erram o alvo do problema a ser por eles enfrentado. Na verdade, quem de fato anda à cata de uma "identificação social própria" não é a classe média. É o próprio PSDB.
O ex-presidente diz:
"O PSDB, como escrevi tantas vezes, deve se dirigir aos mais pobres, mas também às classes médias, tanto às antigas como às camadas que aumentaram a renda, mas ainda não têm identificação social própria".
O "como escrevi tantas vezes" traz imediatamente à memória o artigo "O papel da oposição", publicado em 2011 na revista Interesse Nacional. Lá se expressa um pensamento diametralmente oposto. O recado foi entendido à época como: esqueçam os pobres, pois eles estão irremediável vinculados ao PT. Concentrem-se na classe média, principalmente a classe C, que está crescendo e se tornando majoritária - portanto, tem votos suficientes para ganhar eleições.
De forma bastante categórica, o artigo de 2011 não deixava margem a dúvidas:
"Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os "movimentos sociais" ou o "povão", isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo "aparelhou", cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.
Sendo assim, dirão os céticos, as oposições estão perdidas, pois não atingem a maioria. Só que a realidade não é bem essa. Existe toda uma gama de classes médias, de novas classes possuidoras (empresários de novo tipo e mais jovens), de profissionais das atividades contemporâneas ligadas à ti (tecnologia da informação) e ao entretenimento, aos novos serviços espalhados pelo Brasil afora, às quais se soma o que vem sendo chamado sem muita precisão de "classe c" ou de nova classe média".
[...]
"É a estes que as oposições devem dirigir suas mensagens prioritariamente, sobretudo no período entre as eleições, quando os partidos falam para si mesmo, no Congresso e nos governos".
Impossível ser mais claro: o povão não é prioridade para o PSDB. A prioridade seria supostamente a classe C, ou "nova classe média". Este era o recado.
Como a mudança de discurso vem na esteira de um balanço das eleições municipais de 2012, entende-se que principalmente o revés sofrido em S. Paulo pode ter falado mais alto. FHC talvez seja o primeiro a reconhecer que as derrotas amargadas em 2002, 2006 e 2010 foram mais que eventos episódicos. Pode ser que os tucanos, "quae sera tamem", tenham começado a compreender que as perdas eleitorais sucessivas foram fruto não só da estratégia bem sucedida do PT quanto da orientação programática equivocada que o PSDB e seus aliados abraçaram no longo prazo. Equívocos que se reverberaram pelo Estado de S. Paulo e fragilizaram suas perspectivas de formar uma coalizão nacional mais competitiva nas próximas eleições presidenciais.
O ex-presidente agora inverteu a posição da classe C na equação tucana. Na frase exposta, esta classe deixou de figurar como "prioritária" para virar um "mas também". Mesmo assim, o balanço de FHC termina com um ato falho. Revela-se uma visão estratosférica e estereotipada da dita classe C. A frase sobre as "camadas que aumentaram a renda, mas ainda não têm identificação social própria" sugere que os emergentes são "ainda" pobres de espírito e andam órfãos em busca de quem lhes dê uma razão de ser. De novo erram o alvo do problema a ser por eles enfrentado. Na verdade, quem de fato anda à cata de uma "identificação social própria" não é a classe média. É o próprio PSDB.
Antonio Lassance é cientista político e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do Instituto.
Dispoível em: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5845
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
E a educação ó...
A prefeitura de Terra Alta já recebeu o repasse para manter o transporte escolar dos alunos. Não entendemos porque os ônibus não estão indo buscar os estudantes. Todos os dias os alunos estão perdendo aula por falta de ônibus. Vejam abaixo o convênio que já foi repassado, inclusive para a recuperação. Quero saber agora qual vai ser a desculpa para deixarem alunos sem aula.
No link abaixo você acessa a página da SEDUC na qual está o convênio:
http://www.seduc.pa.gov.br/ portal/consulta_convenios/ info_repasses.php?cd_convenio=1 46&ano=2012
CONVÊNI O S
Governo do Estado do Pará
Secretaria Especial de Promoção Social
Secretaria de Estado de Educação
Secretaria Adjunta de Gestão
Diretoria Administrativa Financeira
Coordenação de Recursos Financeiros
Gerência de Execução Financeira
Convênio: 146 / 2012
Processo: 545765 / 2012
Convenente:
Prefeitura Municipal - TERRA ALTA
Valor do Convênio: R$ 255.475,00
Valor do Concedente: R$ 255.475,00
Valor do Convenente: R$ 0,00
Natureza: TRANSPORTE ESCOLAR
Objeto:
Viabilizar o transporte escolar dos alunos residentes na zona rural e ribeirinhas, matriculados no Ensino Fundamental/EJA, Ensino Médio Regular/EJA da rede pública estadual referente ao ano letivo de 2012, inclusive o período de recuperação.
Vigência: até 31/01/2013
Demonstrativo de Repasses
Data Valor (R$) No. Ordem Bancária (OB) Referência Banco Agência Conta Corrente Fonte
05/07/2012 85.158,33 6918/12 1ª parcela 037 00002 1258451 0102
Total: R$ 85.158,33
No link abaixo você acessa a página da SEDUC na qual está o convênio:
http://www.seduc.pa.gov.br/
CONVÊNI O S
Governo do Estado do Pará
Secretaria Especial de Promoção Social
Secretaria de Estado de Educação
Secretaria Adjunta de Gestão
Diretoria Administrativa Financeira
Coordenação de Recursos Financeiros
Gerência de Execução Financeira
Convênio: 146 / 2012
Processo: 545765 / 2012
Convenente:
Prefeitura Municipal - TERRA ALTA
Valor do Convênio: R$ 255.475,00
Valor do Concedente: R$ 255.475,00
Valor do Convenente: R$ 0,00
Natureza: TRANSPORTE ESCOLAR
Objeto:
Viabilizar o transporte escolar dos alunos residentes na zona rural e ribeirinhas, matriculados no Ensino Fundamental/EJA, Ensino Médio Regular/EJA da rede pública estadual referente ao ano letivo de 2012, inclusive o período de recuperação.
Vigência: até 31/01/2013
Demonstrativo de Repasses
Data Valor (R$) No. Ordem Bancária (OB) Referência Banco Agência Conta Corrente Fonte
05/07/2012 85.158,33 6918/12 1ª parcela 037 00002 1258451 0102
Total: R$ 85.158,33
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Pesquisa
Divulgada pesquisa sobre intenção de votos para a Prefeitura Municipal de Terra Alta.
QUARTA-FEIRA, 3 DE OUTUBRO DE 2012
Pesquisa de intenção de votos para a prefeitura do Município de Terra Alta/PA
Pesquisa de intensão de votos para a prefeitura de TERRA ALTA/PA, realizada pela Alvo Marketing e Publicidade Ltda, contratada pela empresa Multimix Comercial Ltda EPP, com Registro no TRE-PA/TSE nº 00195/2012 em 23 de setembro de 2012, foram entrevistadas 334 pessoas, no período de 21 a 23 de setembro de 2012, nos termos da resolução eleitoral vigente, podendo ser divulgada a partir de 27 de setembro de 2012, com margem de erro de 5,41% para mais ou para menos.
Clique na imagem para ampliá-la!!
Pesquisa disponível em http://blogbelem.blogspot.com.br/
Blog Belém: Pesquisa de intenção de votos para a prefeitura do...
Saiu a primeira pesquisa registrada de intenção de votos para a prefeitura de Terra Alta. Só confirma o que já sabíamos. Só dá GILVANDRO 22!
Acesse o link abaixo:
Blog Belém: Pesquisa de intenção de votos para a prefeitura do...: Pesquisa de intensão de votos para a prefeitura de TERRA ALTA/PA, realizada pela Alvo Marketing e Publicidade Ltda, contratada pela empre...
Acesse o link abaixo:
Blog Belém: Pesquisa de intenção de votos para a prefeitura do...: Pesquisa de intensão de votos para a prefeitura de TERRA ALTA/PA, realizada pela Alvo Marketing e Publicidade Ltda, contratada pela empre...
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Poema da eleição
Sábado à noite houve uma grande concentração política na comunidade Areial, realmente um sucesso de público.Os candidatos à Câmara se pronunciaram e alguns líderes comunitários também. Antes da fala do candidato a Prefeito Gilvandro, houve um pronunciamento bem original e inusitado. o Sr. Paulo Sérgio, Juiz de Paz em Vista Alegre, cidadão muito bem visto pela comunidade fez seu pronunciamento de forma bem original: Recitou um poema de sua autoria, poema esse que agitou o público. Foi muito aplaudido. Imaginem só: no meio de um comício um momento em que todos param para ouvir um poema, e todos ficam encantados. Consegui com o poeta o texto que segue abaixo:
Eleitor
terraaltense
Aqui
estou eu de novo.
Em
véspera de eleição
Pra
esclarecer meu povo.
Preste
atenção meus amigos
No
que eu vou lhes falar.
Se
oferecer dinheiro pegue
Mas
saiba em quem votar.
E
cuidado com o Carcará
Que
já quer voar de novo.
Mas
durante quatro anos
Não
fez nada pelo povo.
Mas
o povo não esquece
Suas
promessas, suas propostas.
Está
esperando dia sete
Para
lhe dar a resposta.
O
povo já está sabendo
Dos
seus bens materiais.
Comprado
com dinheiro do povo
E
dizendo, esse daí, nunca mais!
Gaste
seu dinheiro todo
Que
isso não vai dar jeito.
Você
sabe que Terra Alta
Não
reelege prefeito.
Agora
quero lembrar
Do
atual presidente da Câmara
pela
sua compostura
Que
chamou de vagabundo
Para
os funcionários da prefeitura.
Não
esqueça eleitores
E
guarde bem essa data.
Dê
resposta à filha dele
Que
também é candidata.
No
dia sete de outubro
O
povo sabe o que vai fazer.
Vai
votar no 22
Pra
Terra Alta crescer.
Há
vereadores na Câmara
Que
o povo precisa trocar
Porque
os caras não têm jeito.
Em
vez de fiscal do povo
São
puxa-saco do Prefeito.
O
outro lado está desesperado
E
o tempo está se passando.
Ainda
restam 3 meses
E
a mamata está findando.
Mamata
esta era boa
Isto
eu posso escrever.
Não
trabalhavam nem um dia
Mas
depois iam receber.
O
22 é trabalho
Escute
o que eu vou lhe dizer
Trabalhe
o mês inteiro
Para
poder receber.
Eu
falo de peito aberto
Não
temo a repreensão.
Daqueles
que estão sendo pago
Como
fizeram com o Marcão*
O
chefe do 45
Pensa
que está bem na foto
Chega
só de madrugada
Para
comprar o seu voto.
Eu
falo e não tenho medo
E
tenho como provar.
Suas
imagens estão guardadas
Dentro
do meu celular.
Mas
a festa está bonita
E
deixem eles para depois.
Vamos
continuar levando
As
propostas do 22.
Eu
ainda tenho um convite
Não
posso deixar para depois.
Até
o dia 7 de outubro
Na
carreata do 22.
* Professor Marcão é de Areial e foi covardemente agredido por partidário do atual prefeito, veja postagem sobre o assunto: http://terraaltaemfoco.blogspot.com.br/2012/08/a-violencia-e-o-poder.html
domingo, 16 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Vergonha Municipal
Vergonha municipal.
Foi uma vergonha para os cidadãos terraaltense o que
ocorreu hoje na Câmara Municipal.
O Prefeito municipal, Sr. Aroldo Pinto (PSDB) não
presta contas dos recursos recebidos desde 2010, conforme denúncia publicada neste
blog, baseada em documento do TCM (http://terraaltaemfoco.blogspot.com.br/2012/08/prestacao-de-contas-de-terra-alta.html
).
O vereador João Paulo
(PR) pediu o afastamento do gestor para que se apurem as irregularidades
levantadas pelo TCM e foi seguido pelo voto favorável do vereador Osvaldo
(DEM). O vereador João Paulo desde 2010 vem pedindo a prestação de contas dos
recursos recebidos pelo Município como não houve resposta, acionou o Ministério
Público Estadual e o Ministério Publico Federal.
Os outros seis
vereadores votaram contra, ou seja, não têm responsabilidade com o Município.
Não pretendem cumprir o seu papel de fiscalizar, e acompanhar a administração municipal.
Segue abaixo a lista
nominal dos vereadores que optaram pelo não esclarecimento dos recursos de 2010
no valor de mais R$ 10 milhões.
ALUIZIO PINTO –
PRESIDENTE DA CÂMARA ( IRMÃO DO PREFEITO – PSDB)
JOSEANE PINTO (
EX-MULHER DO PREFEITO – PSDB)
FRANCISCO DO MAÚ ( PSC)
JOVÊNCIO AMARAL ( PSC)
ELINALDO MATOS ( PR)
JOSÉ MOZART (PASSARINHO – PMDB)
Vale ressaltar que dos seis
acima listados quatro tentam a reeleição.
Fico me perguntando
será que precisamos de vereadores que não cumprem o seu papel de fiscalizar a
aplicação dos recursos públicos?
Em 1º de janeiro
assumirá nova gestão e caso esses vereadores que votaram contra se reelejam ou
elejam seus sucessores irão prestar um desserviço à comunidade. Independente se
o prefeito eleito for A, B, ou C esses vereadores já mostraram que não estão
compromissados com o município.
Vejam a situação de
Terra Alta
Terra Alta é
administrada por um prefeito que já foi detido por porte ilegal de arma, está
sendo investigado pela PF ( operação Vide bula) e outras irregularidades e tudo
o que temos é um punhado de vereadores que deveriam fiscalizar esses abusos e
fazem justamente o contrário daquilo que se espera de um representante do povo.
São cúmplices, e tão responsáveis pelas
falcatruas cometidas contra o nosso município quanto o prefeito.
Vejam postagem abaixo:
Essas eleições deveriam
servir para que pudéssemos expurgar esses tipos que não cumprem seu papel de
fiscalizar, pois para isso são eleitos. Dia 7 de outubro espero que a população
se lembre disso no dia da eleição. Pois com esse tipo de vereador não importará
se o prefeito for A, B ou C ele atuarão da mesma forma, serão coniventes com as
irregularidades desde que estejam sendo beneficiados, como são esses que
votaram contra.
Violência
Não bastassem todas as
irregularidades, o atual prefeito que é candidato à reeleição e sua trupe andam
agindo com violência contra aqueles que não o apoiam. Vejam postagem abaixo em
que relato a violência sofrida por um professor do município que teve a ousadia
de desfilar com a bandeira e a camisa do adversário do PSDB:
Marly Magno
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